Pular para o conteúdo principal

Vídeo: Debate sobre “The Future of Power” novo livro de Joseph Nye

Por conta da boa repercussão e certa comoção dos vídeos de ontem repito hoje, uma vez que continuo sem a disponibilidade para escrever os textos que vocês estão acostumados. Apresento hoje um excelente debate promovido pelo “Center for Strategic and International Studies” um think tank de excelente reputação. O debate analisa as teses apresentadas pelo conhecido autor Joseph Nye em seu livro “The Future of Power”, que aborda questões de poder estatal, tecnologias de comunicação e novos atores no sistema internacional e os efeitos da era da informação na fungibilidade do poder e principalmente o declinio do poder estatal relativo a novos atores. Ou seja, conceitos como softpower, hard power, smartpower e as combinações entre eles.

Como o próprio moderador coloca é um debate muito interessante que ganha contornos de urgência por conta das notícias que chegam do Egito, por sinal agora enquanto escrevo é aguardado o discurso de Hosni Mubarak que muitos especulam será sobre sua renúncia, o tempo dirá e muito provavelmente o leitor já saberá o que sucedeu quando vier a ler essas linhas. Deixando essa digressão sobre os assuntos do dia.

É muito interessante por que o debate sobre o livro e os ponto levantados por ele se inicia com um resumo feito pelo próprio autor o que é sempre interessante. (Caso encontrem erros de ortografia e gramaticais me informem estou a escrever com pressa e não estou a executar a revisão que seria prudente e necessário).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A apuração eleitoral e o observador das Relações Internacionai

O Colégio Eleitoral americano e a apuração dos votos, nos parecem muito complicadas e pensamos: no Brasil é bem melhor. Nós olhamos o mundo pelas lentes de nossa cultura e isso afeta o julgamento que fazemos de diversas situações e realidades internacionais. Muitos conflitos em negócios internacionais têm nesse fato sua origem.   A natureza federalista, com ênfase, estadual dos EUA é muito diferente do nosso federalismo e há complexas raízes históricas para isso. Boa parte do debate constitucional original daquele país gira em torno dos Direitos dos Estados. Nosso sistema tem um caráter centralizado, que ignora as nuances regionais em troca de processos uniformizados. A informatização do voto trouxe de fato, muita celeridade ao processo, mas a adoção desse regime não foi feita com um amplo debate nacional e são comuns as desconfianças sobre a integridade desse modo de fazer eleições. Muitas opiniões publicadas sobre o sistema eleitoral de lá e de cá são apenas as lentes da fa...

O complicado caminho até a Casa Branca

O processo eleitoral americano é longo e complexo, sua principal característica é a existência do Colégio Eleitoral, que atribui aos candidatos uma quantidade de votos, que equivale ao número de senadores ou deputados (lá chamados de representantes) que cada estado tem direito no Congresso dos EUA. Esse sistema indireto de votação é uma fórmula constitucional enraizada no processo histórico da formação dos Estados Unidos, que buscava em um forte federalismo, criar mecanismos que pudessem minorar ou eliminar a possiblidade de um governo tirânico. Esse arranjo federalista se manifesta fortemente, também, na forma como a Constituição Americana é emendada, sendo necessário a ratificação de uma emenda aprovada no congresso pelos legislativos estaduais. São 538 votos totais no Colégio Eleitoral, a Califórnia tem o maior número de votos, com 55 e o Distrito de Columbia (equivalente ao nosso Distrito Federal) e outros 7 estados com 3 votos têm a menor quantidade, o censo populacional é usa...

Lição Chinesa

O governo chinês é importante parceiro comercial no continente africano. Comprando, basicamente, commodities e ofertando bens e serviços, além de empréstimos para projetos de desenvolvimento. Esse arranjo gera para o lado chinês maior influência global e abertura de novos mercados. Pelo lado africano oferece acesso a bens, serviços e empregos.  Trocar commodities por bens de maior valor agregado causa deterioração dos termos de troca, isto é, a diferença entre o valor que exportado e o valor do que é importado. O que naturalmente gera endividamento. Diante desse cenário, o governo chinês usa sua demanda interna e capacidade de importação via acordos comerciais setoriais que aproveitam vantagens comparativas locais dando escala na produção de itens desejados pela China e garantindo mercado para esses produtos.   O que paulatinamente contribui para equilibrar a balança comercial com essas nações africanas ao mesmo tempo que garante abastecimento para a China. Em tempos de ...