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Algumas notas

Cúpula da Unidade: Começou ontem (segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010) a Segunda Cúpula América Latina e Caribe – II CALC – realizado no México. Essa reunião congrega os Estados partes do Grupo do Rio ou Grupo Permanente de Concertação e Cooperação Política. A agenda da reunião é ambiciosa buscando a criação de um organismo regional que exclua o norte do continente (EUA e Canadá). Além disso, a questão de Honduras deve ensejar debates interessantes já que há no seio da América Latina divergências no tratamento da questão, notadamente o México que conseguiu se manter neutro (bem ao estilo de sua política externa) e Brasil e ALBA que lideram o grupo que não reconhece a legitimidade do governo Porfírio “Pepe” Lobo.

Falkalands/Malvinas: A questão eternamente primordial na política externa argentina volta a baila internacional com a decisão do governo regional do arquipélago e do Reino Unido de prospectar petróleo nas imediações das ilhas. O governo argentino protestou veementemente e tem buscado apoio internacional para pressionar o Reino Unido e talvez forçar uma negociação. Naturalmente a questão será alvo de palavras duras, já que a linha de argumentação antiimperialista é bandeira retórica dos governos de esquerda da região. É interessante observar qual será a linguagem adotada pelo governo Brasileiro já que temos a confluência do natural enfraquecimento de um governo em despedida, ano eleitoral que força em tese um discurso mais moderado e a questão do pré-sal, uma vez que essa exploração pode ser usada como exemplo material da propalada cobiça estrangeira sobre essa região.

Malvinas/Falklands II: É interessante notar a similaridades de quadro de crise econômica e política nos dois países que lembram a situação dos dois ao tempo da confrontação militar. Com a clara diferença de que não temos mais ditadura militar na Argentina e o governo britânico está sob controle dos trabalhistas e não dos conservadores. 

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