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Notas Curtas

MERCOSUL: A questão das licenças automáticas de importação começa a causar desconforto maior entre os exportadores que já pressionam o governo brasileiro a acionar o Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Mesmo com a aplicação de reciprocidade por parte do Brasil, há uma percepção que retaliações brasileiras acirram os ânimos, principalmente entre os importadores e ondas nacionalistas no empresariado “hermano”. De todo modo é só mais uma evidencia do pouco aprofundamento comercial do bloco. Que se pretende ser comercial.

MERCOSUL II: Agora só depende do plenário do Senado Federal para que o Brasil aprove a entrada da Venezuela no bloco, resta, contudo, para ser efetiva a aprovação do legislativo paraguaio.

80 ANOS: Da infame terça-feira negra que marcou o ponto sem retorno da crise de 29 a maior crise econômica da história e a primeira a ser bem documentada pela imprensa e cinema. A crise deu fim de vez ao que sobrou do otimismo período da Belle Époque que já ruíra com os horrores da guerra de trincheiras, armas químicas e metralhadoras da Primeira Guerra Mundial. Todos sabemos do papel da crise como uma das causas profundas da Segunda Guerra Mundial e o fim da ordem européia.

HONDURAS: O governo americano negocia com o governo interino sinal que a saída eleitoral pode ser a via para encerrar esse imbróglio. Para o bem da democracia e do povo hondurenho, resta saber como se comportarão a Alba, Zelaya e o Brasil.

BLOG CAOS-RI: O blog listado a direita desse texto oferece espaço para quem quiser publicar seus textos, visitem o blog para conhecer as regras. Ótima oportunidade pra exercitar a escrita.
Estou a retomar o ritmo normal de postagem que tem sido inconstante nesse mês e também retomar a freqüência no portal Mondo Post.

Comentários

Anônimo disse…
Meus parabéns, gosto muito da maneira que você aborda esses assuntos tão polêmicos... vou sempre ler seu Blog, ele está muitissímo interessante, abraços!

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Lição Chinesa

O governo chinês é importante parceiro comercial no continente africano. Comprando, basicamente, commodities e ofertando bens e serviços, além de empréstimos para projetos de desenvolvimento. Esse arranjo gera para o lado chinês maior influência global e abertura de novos mercados. Pelo lado africano oferece acesso a bens, serviços e empregos.  Trocar commodities por bens de maior valor agregado causa deterioração dos termos de troca, isto é, a diferença entre o valor que exportado e o valor do que é importado. O que naturalmente gera endividamento. Diante desse cenário, o governo chinês usa sua demanda interna e capacidade de importação via acordos comerciais setoriais que aproveitam vantagens comparativas locais dando escala na produção de itens desejados pela China e garantindo mercado para esses produtos.   O que paulatinamente contribui para equilibrar a balança comercial com essas nações africanas ao mesmo tempo que garante abastecimento para a China. Em tempos de ...

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