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E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou [o feriado acabou] e agora José?

O feriadão terminou de volta ao batente, de volta a deliciosa, mas solitária rotina da escrita, que na minha tem se mostrado, infelizmente, uma atividade que só é profícua quando isolado. Não combinado com convívio intenso com amigos, familiares e entes queridos, não implicando em um isolamento de ermitão, mas exige um tempo para refletir, ler e revisar (o famoso copy desk) o texto, ainda que minha pouca destreza com essa última parte seja notória, não por falta de sinceras tentativas de evolução.

Esse texto é só um sinal de vida, um lembrete que esse blog está em pleno funcionamento e muito há para que se analisar, não só na seara das análises conjunturais internacionais, análises de política internacional, de política externa e das temáticas do dia a dia (como a crescente fragilização das instituições democráticas na América Latina, defesa e compras governamentais), como também, há muito que se discutir no pantanoso, contudo, essencial terreno da meta-teórica, das teorias das relações internacionais e das metodologias de análise. Em resumo, todas as nossas temáticas de costume serão retomadas. Quem sabe com um pouco mais de precisão e criatividade depois dessa pausa necessária.

De todo jeito é bom voltar ao nosso convívio, troca de idéias e interação, em especial com aqueles que me escrevem em busca de minhas opiniões sobre o curso e o mercado de trabalho.

Para não perder o hábito de repetir reiteradamente um ponto: Estamos de volta ao ritmo normal.

Um abraço a todos os leitões que aqui lealmente retornam em especial aos que o fazem de longe do Brasil, da América do Norte, África (Moçambique e Angola), Portugal, tentarei diversificar a temática, contudo, tenho a impressão que a temática que aqui apresento me controla mais que o contrário.

P.S: Sim é muita “cara de pau” fazer um adendo a um poema de Carlos Drummond de Andrade.

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