Pular para o conteúdo principal

Mar do Sul da China



Além da tecnologia 5G outro ponto de contencioso entre China e EUA, que pode ter importantes reflexos para o comércio mundial, são as disputas territoriais no Mar do Sul da China, corredor vital de navegação no sudoeste asiático.  

Essa região, também, conhecida como “garganta do pacífico” é formada por ilhotas que são disputadas por Vietnã, China, Taiwan, Brunei, Malásia e Filipinas. A disputa é particularmente mais aguda em voltas das ilhas de Spratly e Paracel.

O caráter estratégico da região para a China fica claro a partir da observação de suas ações. Em 1974, forças chinesas tomaram a ilha de Parcel do Vietnam, ou seja, nem afinidades ideológicas em tempos de Guerra Fria impediram esse confronto.

Em anos recentes a China começou a fortificar diversos arrecifes e atóis ao redor dessa ilha construindo bases navais e aéreas, ao mesmo tempo em que estimula o turismo e assentamentos na ilha.

Para os EUA a região é estratégica pelo fluxo comercial importante, na ordem de trilhões de dólares que navega por lá e por isso conduzem operações de “liberdade de navegação” na região.

A duas potências têm militarizado a região o que eleva o alerta e o temor diante de um possível acirramento bélico da retórica da guerra comercial e os prejuízos econômicos graves que se seguirão.

 

 

 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A apuração eleitoral e o observador das Relações Internacionai

O Colégio Eleitoral americano e a apuração dos votos, nos parecem muito complicadas e pensamos: no Brasil é bem melhor. Nós olhamos o mundo pelas lentes de nossa cultura e isso afeta o julgamento que fazemos de diversas situações e realidades internacionais. Muitos conflitos em negócios internacionais têm nesse fato sua origem.   A natureza federalista, com ênfase, estadual dos EUA é muito diferente do nosso federalismo e há complexas raízes históricas para isso. Boa parte do debate constitucional original daquele país gira em torno dos Direitos dos Estados. Nosso sistema tem um caráter centralizado, que ignora as nuances regionais em troca de processos uniformizados. A informatização do voto trouxe de fato, muita celeridade ao processo, mas a adoção desse regime não foi feita com um amplo debate nacional e são comuns as desconfianças sobre a integridade desse modo de fazer eleições. Muitas opiniões publicadas sobre o sistema eleitoral de lá e de cá são apenas as lentes da fa...

Lição Chinesa

O governo chinês é importante parceiro comercial no continente africano. Comprando, basicamente, commodities e ofertando bens e serviços, além de empréstimos para projetos de desenvolvimento. Esse arranjo gera para o lado chinês maior influência global e abertura de novos mercados. Pelo lado africano oferece acesso a bens, serviços e empregos.  Trocar commodities por bens de maior valor agregado causa deterioração dos termos de troca, isto é, a diferença entre o valor que exportado e o valor do que é importado. O que naturalmente gera endividamento. Diante desse cenário, o governo chinês usa sua demanda interna e capacidade de importação via acordos comerciais setoriais que aproveitam vantagens comparativas locais dando escala na produção de itens desejados pela China e garantindo mercado para esses produtos.   O que paulatinamente contribui para equilibrar a balança comercial com essas nações africanas ao mesmo tempo que garante abastecimento para a China. Em tempos de ...

Transformação pela Criatividade

Como gerar empregos que não abandonam as cidades? Como recuperar áreas urbanas abandonadas? Essas são perguntas que assombram todas as cidades. A globalização diminuiu as barreiras a circulação do capital e empresas no mundo. Os primeiros a sentirem o impacto dessa nova realidade foram as cidades no coração do capitalismo mundial, cidades dos EUA e Europa. A saída de grandes empresas deixou um saldo de milhares de empregos perdidos e a cicatriz física de ter regiões inteiras marcadas por prédios abandonados. O governo de Londres foi o primeiro governo a perceber um movimento interessante. Artistas, designers e startups de novas tecnologias começavam a ocupar esses espaços abandonados, e mais notável ainda, começavam a gerar empregos, a atrair turistas e investimentos. A criatividade estava transformando a cidade e se alimentava da atmosfera urbana e, mais importante, só existia por estar ali. Essa é a Economia Criativa, onde a junção da cultura única de cada cidade e a criatividade...