Pular para o conteúdo principal

O que fazer com os ingênuos e inocentes? Ou seriam apenas toscos e ignorantes? Por Paulo Roberto de Almeida

frytroll Qualquer um que escreva na Internet está sujeito ao contraditório, aliás, é essa a graça da coisa. O debate livre das amarras dos títulos e do Bullshit do ‘academiquês’ e sua falsa polidez, mas há quem abuse da informalidade e proximidade do debate. No texto a seguir meu amigo Paulo Roberto de Almeida dá uma resposta com um quê de bom-humor a um desses furiosos sabem-tudo. O orginal aqui.

A pergunta que dá título a postagem é excelente e a resposta deve ser um conjugação de todas as características listadas, são toscos, ingênuos, inocentes e ignorantes (pleonasmo necessário). Queria ter escrito respostas assim várias vezes, ainda chego lá.

O que fazer com os ingênuos e inocentes? Ou seriam apenas toscos e ignorantes?

Por Paulo Roberto de Almeida

Recebo, a propósito de uma postagem já antiga (de Fevereiro de 2-14), sobre a Ucrânia e as atitudes respectivas dos países ocidentais (de condenação do antigo governo ucraniano e dos russos) e dos Brics (um dos quais, a Rússia, interessada em sustentar seu aliado em Kiev, contra os ucranianos pró-europeus, que queriam um país em processo de adesão à União Européia), esta mensagem, que transcrevo abaixo, de um leitor visivelmente anti-americano e anti-capitalista.

Ele me acha pró-americano, ou seja, um aliado fiel do imperialismo, e um defensor desse capitalismo horrível que explora todos os povos e espalha miséria, desolação e dominação militar por todos os lados.

Como eu poderia responder ao DRF, que me acusa de ser conivente com todas essas barbaridades?

Acho que não tenho condições. Ele já sabe de tudo, tem todas as certezas e está convencido que o Brasil estaria muito melhor com democracias formidáveis como Rússia e China, em lugar de se alinhar com ditaduras detestáveis como as dos Estados Unidos e União Européia.

Concordo, meu caro DRF, a vida deve ser muito melhor na China e na Rússia, ou em Cuba, talvez, do que nesses lugares capitalistas, exploradores não só de sua própria mão-de-obra como de todos os demais povos do planeta, que tem a infelicidade de cair sob a dominação das potências ocidentais.

Esses ucranianos devem ser uns malucos, ao preferirem padrões ocidentais de vida, certamente inferiores aos russos, do que aqueles oferecidos por seus tradicionais dominadores, pelos últimos 300 ou 400 anos.

E o que dizer de todos esses africanos e latino-americanos, que teimam em emigrar clandestinamente para a Europa e para os Estados Unidos: só podem ser loucos, em busca da sua própria exploração por todos esses ocidentais arrogantes, com seus horríveis McDonalds, seus iPhones desprezíveis, seus filmes amorais. Tem muita gente louca no mundo.

Acho que você tem razão DRF, melhor mesmo é apoiar a Rússia e a China. Não é por outra razão que o Brasil adora o Brics, e pretende tecer uma aliança cada vez mais estreita com eles, para se proteger desses imperialistas bisbilhoteiros, que ficam nos espionando eletronicamente. Isso é inaceitável.

Estamos a caminho, meu caro. Mais um pouco estaremos em perfeita sintonia com essas pujantes democracias...

Paulo Roberto de Almeida

Dxxxx Rxxx Fxxx comentou a postagem de seu blog

Voce tem nome de Brasileiro, mas parecer um defensor do Imperialismo Anglo-Americano, que tem feito a grande maioria das nações de escravas e submissas as Ordens de Washington. Eles dominam o mundo e esfolam os países sub-desenvolvidos ricos em energia, porque por mais que se tem desenvolvido outras formas de energias alternativas, o mundo ainda é escravo dos motores a combustão onde os EUA, Alemanha, Japão e Coréia do sul mandam no negócio de automóveis movidos a esses motores. E as maiores empresas do mundo de extracão e refino de petroleo são dos EUA.

O assunto de quem manda no pedaço (mundo) é energia. E os BRICS são ricos em petroleo e gás.

Deixa de ser tolo e leia o que o George Soros fêz na Ucrânia, criando Ongs, para aliciar jovens neo-nazistas para invadirem a praça Maidam, tudo foi patrocinado pelos EUA, para desestabilizar o governo. Nunca esqueça que pela Ucrânia passa todos os gasodutos e oleodutos oiginários da Russia que é atualmente o maior produtir de petróleo e gás do mundo., e alimenta 40% de toda avdnergia consumida pela Europa. Os EUA querem cortar a fonte de recursos da Russia, para enfraquecê-la, dai a Russia vai a China e fecha um contrato de 400 bilhoes de dolares para suprir a China de gas po 30 anos.

Os EUA acabaram de juntar 2 potências contra o ocidente, e realmente acho que depois do nosso Brasil saber que  NSA esteve espionando a Petrobras, vai se juntar ao outros, assim como ja se manifestou o prim. Ministro da Índia, e da Africa do sul.

Deixa de falar bobagem seu tolo, acorda para a vida. O mundo é uma guerra pela sobrevivência, quando os EUA estiverem sob pressão economica dos BRICS, fazendo suas trocas comerciais na suas próprias moedas, o dolar vai ficar totalmente enfraquecido, até porque, não sei se o nobre amigo sabe que a dívida dos EUA em dolar esta no patamar total de 102% de todo o seu PIB.

Simplificando,a América deve para o mundo outra América, está falida, e não resta a ela outra alternativa, a não ser mostrar suas garras( poder militar, poder nuclear), e é ai que a cobra cai fumar, porque a Russia esteve 20 anos quietinha, desde a época do Gorvachov, modernizando sua máquina de guerra, é por isso que a China se associou a Russia, porque agora os EUA estáo intimidando também a China por causa de seus poços de petróleo perto do Vietnã, e também as ilhas reividicadas pela China e pelo Japão.

A coisa tá ficando muito feia, ve se lê mais um pouco antes de tecer uma porcaria de matéria dessa

Comentários

Carolina Valente disse…
Deve ser o ponto alto do dia de um bloggueiro receber um comentário desses. E deve ser muito divertido ver o PRA respondendo um comentário desse tipo! Tinha marcado pra ler no dia que você postou e só consegui ler agora.... O trem tá feio por aqui! Trabalhando igual a vaca jérsei!!! Rs! beijos

Postagens mais visitadas deste blog

Lição Chinesa

O governo chinês é importante parceiro comercial no continente africano. Comprando, basicamente, commodities e ofertando bens e serviços, além de empréstimos para projetos de desenvolvimento. Esse arranjo gera para o lado chinês maior influência global e abertura de novos mercados. Pelo lado africano oferece acesso a bens, serviços e empregos.  Trocar commodities por bens de maior valor agregado causa deterioração dos termos de troca, isto é, a diferença entre o valor que exportado e o valor do que é importado. O que naturalmente gera endividamento. Diante desse cenário, o governo chinês usa sua demanda interna e capacidade de importação via acordos comerciais setoriais que aproveitam vantagens comparativas locais dando escala na produção de itens desejados pela China e garantindo mercado para esses produtos.   O que paulatinamente contribui para equilibrar a balança comercial com essas nações africanas ao mesmo tempo que garante abastecimento para a China. Em tempos de ...

A Inflação nas camadas de renda mais mais baixas

O apresentador anuncia um índice de inflação. O economista entrevistado explica quais foram os vilões da inflação daquele mês, geralmente no setor de hortifrúti de um supermercado. O índice é tido como “bom” e dizem que a inflação está controlada, mas você sabe que tudo que você compra subiu de preço e pensa será que estão mentindo para mim? Como são feitos esses índices de inflação? Existem vários índices de inflação calculados por diversas entidades e a diferença entre eles se dá no que os economistas e estatísticos chamam de cesta de consumo, isto é, o que as famílias compram e a proporção desses gastos em termos da renda total da família. Por exemplo, se a família gasta mais da renda dela com aluguel, um aumento desse custo tem impacto maior que outros preços na composição do índice. A inflação, também, depende do nível de renda. O IPEA, mediu que no acumulado do ano, até setembro de 2020, a inflação na faixa de renda muito baixa (renda familiar menor que R$ 1.650,50, por mês) fo...

A apuração eleitoral e o observador das Relações Internacionai

O Colégio Eleitoral americano e a apuração dos votos, nos parecem muito complicadas e pensamos: no Brasil é bem melhor. Nós olhamos o mundo pelas lentes de nossa cultura e isso afeta o julgamento que fazemos de diversas situações e realidades internacionais. Muitos conflitos em negócios internacionais têm nesse fato sua origem.   A natureza federalista, com ênfase, estadual dos EUA é muito diferente do nosso federalismo e há complexas raízes históricas para isso. Boa parte do debate constitucional original daquele país gira em torno dos Direitos dos Estados. Nosso sistema tem um caráter centralizado, que ignora as nuances regionais em troca de processos uniformizados. A informatização do voto trouxe de fato, muita celeridade ao processo, mas a adoção desse regime não foi feita com um amplo debate nacional e são comuns as desconfianças sobre a integridade desse modo de fazer eleições. Muitas opiniões publicadas sobre o sistema eleitoral de lá e de cá são apenas as lentes da fa...