Pular para o conteúdo principal

Uma mensagem de fim de ano

Mais um ano chega ao fim e isso enseja diversos rituais de passagem, talvez o mais delicado seja o balanço do ano que se encerra. Delicado por que essa avaliação pode ser contaminada pelos sentimentos desse período do ano, por exemplo, podemos nos deixar ser pessimistas demais quanto aos fatos do ano ou deixar o cansaço de um período puxado dar o tom da avaliação.

No que diz respeito a esse blog esse ano foi interessante, por um lado a audiência disparou por conta do interesse despertado pela chamada “Primavera Árabe” e pelos ataques de Oslo, bem como a morte de Osama Bin Laden. O fato é que entramos num patamar diferenciado de visitas, ainda que – para minha tristeza – não tenha isso se convertido em comentários. Mesmo assim esse ano a interatividade com os leitores aumentou em todos os meios tanto redes sociais como pelo velho e tradicional e-mail.

A série “Trabalhar com RI” extrapolou em muito o que previ de reação e confirma o que eu imaginava sobre a preocupação dos estudantes de RI com a empregabilidade.

Infelizmente esse ano uma série de dificuldades me fizeram produzir menos que a meta que havia estabelecido e não cheguei aos 300 textos. (não cheguei nem perto com pouco mais de 200).

No campo das relações internacionais creio que o ano foi marcado pelas dificuldades de coordenação diante de uma crise econômica generalizada, ainda que tenha razões distintas nas diversas regiões do mundo. Mas, fundamentalmente esse ano foi marcado pelo fenômeno das revoltas árabes e os fenômenos que tentam emular essa força como o tal movimento “occupy”.

Feito esse breve balanço do ano só me resta agora deixar meus votos de um feliz 2012 para todos nós.

Comentários

Luisa Zuffo disse…
Mário! Feliz Ano Novo! Acho que seus leitores tem muita vontade de ler e pouca vontade de comentar! Não é todo mundo que compartilha do mesmo talento que você tem pra escrever, e isso intimida um pouco! hahaha! Que 2012 seja o melhor até agora! Beijos

Postagens mais visitadas deste blog

A apuração eleitoral e o observador das Relações Internacionai

O Colégio Eleitoral americano e a apuração dos votos, nos parecem muito complicadas e pensamos: no Brasil é bem melhor. Nós olhamos o mundo pelas lentes de nossa cultura e isso afeta o julgamento que fazemos de diversas situações e realidades internacionais. Muitos conflitos em negócios internacionais têm nesse fato sua origem.   A natureza federalista, com ênfase, estadual dos EUA é muito diferente do nosso federalismo e há complexas raízes históricas para isso. Boa parte do debate constitucional original daquele país gira em torno dos Direitos dos Estados. Nosso sistema tem um caráter centralizado, que ignora as nuances regionais em troca de processos uniformizados. A informatização do voto trouxe de fato, muita celeridade ao processo, mas a adoção desse regime não foi feita com um amplo debate nacional e são comuns as desconfianças sobre a integridade desse modo de fazer eleições. Muitas opiniões publicadas sobre o sistema eleitoral de lá e de cá são apenas as lentes da fa...

Transformação pela Criatividade

Como gerar empregos que não abandonam as cidades? Como recuperar áreas urbanas abandonadas? Essas são perguntas que assombram todas as cidades. A globalização diminuiu as barreiras a circulação do capital e empresas no mundo. Os primeiros a sentirem o impacto dessa nova realidade foram as cidades no coração do capitalismo mundial, cidades dos EUA e Europa. A saída de grandes empresas deixou um saldo de milhares de empregos perdidos e a cicatriz física de ter regiões inteiras marcadas por prédios abandonados. O governo de Londres foi o primeiro governo a perceber um movimento interessante. Artistas, designers e startups de novas tecnologias começavam a ocupar esses espaços abandonados, e mais notável ainda, começavam a gerar empregos, a atrair turistas e investimentos. A criatividade estava transformando a cidade e se alimentava da atmosfera urbana e, mais importante, só existia por estar ali. Essa é a Economia Criativa, onde a junção da cultura única de cada cidade e a criatividade...

Lição Chinesa

O governo chinês é importante parceiro comercial no continente africano. Comprando, basicamente, commodities e ofertando bens e serviços, além de empréstimos para projetos de desenvolvimento. Esse arranjo gera para o lado chinês maior influência global e abertura de novos mercados. Pelo lado africano oferece acesso a bens, serviços e empregos.  Trocar commodities por bens de maior valor agregado causa deterioração dos termos de troca, isto é, a diferença entre o valor que exportado e o valor do que é importado. O que naturalmente gera endividamento. Diante desse cenário, o governo chinês usa sua demanda interna e capacidade de importação via acordos comerciais setoriais que aproveitam vantagens comparativas locais dando escala na produção de itens desejados pela China e garantindo mercado para esses produtos.   O que paulatinamente contribui para equilibrar a balança comercial com essas nações africanas ao mesmo tempo que garante abastecimento para a China. Em tempos de ...