Pular para o conteúdo principal

Um duro golpe a MINUSTAH, um duro golpe no Haiti

A tragédia humana que esse terremoto de cerca de 7º que atingiu ao Haiti, principalmente sua capital Porto Príncipe, ainda é incalculável dado as escassas noticias que de lá chegam. É óbvio para qualquer um que um terremoto dessa magnitude atingindo ao mais pobre país das Américas é uma desgraça na acepção mais correta dessa palavra.


A resposta humanitária terá que ser rápida e concertada entre várias nações (que felizmente já começam a enviar ajuda) será preciso enviar pessoal e equipamento para que se possa efetuar resgate e inicia de alguma maneira a limpeza e reconstrução. E isso é claro será muitíssimo dificultado pela falta de ordem e pela muito precária capacidade de resposta do governo local.

As forças de estabilização da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH – Em francês), também, foram atingidas e não estão funcionando em capacidade de resposta. Um trágico exemplo foi à queda do hotel que servia de sede para a ONU no país. O que pode gerar o chamado ‘Efeito Katrina’.

O caos inicial que se instaura no país justifica uma medida de reforço das tropas para que se possa manter alguma ordem e assim se possa efetuar a ajuda de maneira correta.

Nesses primeiros momentos é difícil construir uma análise mais equilibrada, mas nos próximos anos a missão ficará muito complicada devido aos fatores de debilidade institucional e de infra-estrutura.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A apuração eleitoral e o observador das Relações Internacionai

O Colégio Eleitoral americano e a apuração dos votos, nos parecem muito complicadas e pensamos: no Brasil é bem melhor. Nós olhamos o mundo pelas lentes de nossa cultura e isso afeta o julgamento que fazemos de diversas situações e realidades internacionais. Muitos conflitos em negócios internacionais têm nesse fato sua origem.   A natureza federalista, com ênfase, estadual dos EUA é muito diferente do nosso federalismo e há complexas raízes históricas para isso. Boa parte do debate constitucional original daquele país gira em torno dos Direitos dos Estados. Nosso sistema tem um caráter centralizado, que ignora as nuances regionais em troca de processos uniformizados. A informatização do voto trouxe de fato, muita celeridade ao processo, mas a adoção desse regime não foi feita com um amplo debate nacional e são comuns as desconfianças sobre a integridade desse modo de fazer eleições. Muitas opiniões publicadas sobre o sistema eleitoral de lá e de cá são apenas as lentes da fa...

Lição Chinesa

O governo chinês é importante parceiro comercial no continente africano. Comprando, basicamente, commodities e ofertando bens e serviços, além de empréstimos para projetos de desenvolvimento. Esse arranjo gera para o lado chinês maior influência global e abertura de novos mercados. Pelo lado africano oferece acesso a bens, serviços e empregos.  Trocar commodities por bens de maior valor agregado causa deterioração dos termos de troca, isto é, a diferença entre o valor que exportado e o valor do que é importado. O que naturalmente gera endividamento. Diante desse cenário, o governo chinês usa sua demanda interna e capacidade de importação via acordos comerciais setoriais que aproveitam vantagens comparativas locais dando escala na produção de itens desejados pela China e garantindo mercado para esses produtos.   O que paulatinamente contribui para equilibrar a balança comercial com essas nações africanas ao mesmo tempo que garante abastecimento para a China. Em tempos de ...

Transformação pela Criatividade

Como gerar empregos que não abandonam as cidades? Como recuperar áreas urbanas abandonadas? Essas são perguntas que assombram todas as cidades. A globalização diminuiu as barreiras a circulação do capital e empresas no mundo. Os primeiros a sentirem o impacto dessa nova realidade foram as cidades no coração do capitalismo mundial, cidades dos EUA e Europa. A saída de grandes empresas deixou um saldo de milhares de empregos perdidos e a cicatriz física de ter regiões inteiras marcadas por prédios abandonados. O governo de Londres foi o primeiro governo a perceber um movimento interessante. Artistas, designers e startups de novas tecnologias começavam a ocupar esses espaços abandonados, e mais notável ainda, começavam a gerar empregos, a atrair turistas e investimentos. A criatividade estava transformando a cidade e se alimentava da atmosfera urbana e, mais importante, só existia por estar ali. Essa é a Economia Criativa, onde a junção da cultura única de cada cidade e a criatividade...