Pular para o conteúdo principal

Notas curtas

Cúpula Brasil – UE: Surpresa! Brasil e Europa não entraram em acordo sobre mudanças climáticas e metas de redução de emissões de CO2 ou desmatamento. Contudo, é alentador o cenário em que há uma intenção de cooperar o que pode ser sinal que compromissos podem ser alcançados na Cúpula de Copenhagen.

Cúpula Brasil – EU 2: Como no G-20 o Brasil mostra empenho em continuar e concluir a Rodada Doha até 2010, improvável, contudo, é uma mostra que pelo menos no nível do discurso ainda há uma disposição contra o protecionismo. Fica a dúvida caso a crise continue na Europa e EUA se essa disposição continua. Além dos problemas entre Brasil, Índia e China sobre as Medidas Especiais de Salvaguardas.

Change that we can believe in: Barack Obama tem tido mostras desde que assumiu e essa semana não está a ser diferente no que tange a dificuldade de mudar as relações internacionais, mesmo sendo o líder da superpotência restante:

a. Fez um discurso caótico, um dos piores que já lhe escreveram na tentativa de defender sua cidade natal política na disputa pela cede olímpica. E transformou uma derrota do Comitê Olímpico dos EUA em uma derrota sua.

b. Sua mão estendida se converte em mais sanções econômicas contra o Irã, ao menos conseguiu a Europa com ele.

c. Ao não receber o Dalai Lama, que foi condecorada pelo maior cacique de seu partido a “Speaker of the House” Nancy Pelosi mostrou por um lado a importância da China, por outro isso será explorado como fraqueza pelos republicanos que estão em plena batalha pela reforma do sistema de saúde.

Grécia: Socialistas vencem, mas depois de meses de protesto que acabaram com o estoque de gás lacrimogêneo do país a vitória da situação seria muito difícil. Pelo menos no meu modo de analisar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A apuração eleitoral e o observador das Relações Internacionai

O Colégio Eleitoral americano e a apuração dos votos, nos parecem muito complicadas e pensamos: no Brasil é bem melhor. Nós olhamos o mundo pelas lentes de nossa cultura e isso afeta o julgamento que fazemos de diversas situações e realidades internacionais. Muitos conflitos em negócios internacionais têm nesse fato sua origem.   A natureza federalista, com ênfase, estadual dos EUA é muito diferente do nosso federalismo e há complexas raízes históricas para isso. Boa parte do debate constitucional original daquele país gira em torno dos Direitos dos Estados. Nosso sistema tem um caráter centralizado, que ignora as nuances regionais em troca de processos uniformizados. A informatização do voto trouxe de fato, muita celeridade ao processo, mas a adoção desse regime não foi feita com um amplo debate nacional e são comuns as desconfianças sobre a integridade desse modo de fazer eleições. Muitas opiniões publicadas sobre o sistema eleitoral de lá e de cá são apenas as lentes da fa...

Colômbia – Venezuela: O timing de Uribe

Dando prosseguimento a série de postagens (que têm o prefixo “Colômbia – Venezuela) sobre a atual escaramuça diplomática entre Colômbia e Venezuela. É óbvio que para construir uma análise completa e complexa do atual estado de coisas seria preciso antes de tudo revisar o histórico de relações entre os dois países e caberia também revisar o padrão de relacionamento externo de cada um e assim levantar as tendências perenes e as variações impostas pelos regimes que estão no poder nos dois países. Feito isso seria preciso levantar o mapa dos grupos de opinião pública mais ativos e influentes, identificar se formam correntes transnacionais a partir daí construir um retrato dos interesses outros que influem, como o posicionamento de Organizações Internacionais e demais países da região. Fica claro que tecer uma análise com esse grau de detalhamento necessitaria de um trabalho de pesquisa intenso que envolveria levantar e revisar a bibliografia, checar fontes documentais, garimpar entrevista...

O complicado caminho até a Casa Branca

O processo eleitoral americano é longo e complexo, sua principal característica é a existência do Colégio Eleitoral, que atribui aos candidatos uma quantidade de votos, que equivale ao número de senadores ou deputados (lá chamados de representantes) que cada estado tem direito no Congresso dos EUA. Esse sistema indireto de votação é uma fórmula constitucional enraizada no processo histórico da formação dos Estados Unidos, que buscava em um forte federalismo, criar mecanismos que pudessem minorar ou eliminar a possiblidade de um governo tirânico. Esse arranjo federalista se manifesta fortemente, também, na forma como a Constituição Americana é emendada, sendo necessário a ratificação de uma emenda aprovada no congresso pelos legislativos estaduais. São 538 votos totais no Colégio Eleitoral, a Califórnia tem o maior número de votos, com 55 e o Distrito de Columbia (equivalente ao nosso Distrito Federal) e outros 7 estados com 3 votos têm a menor quantidade, o censo populacional é usa...