Meus queridos leitores essa é nossa postagem de número 200, sem dúvida uma marca a ser destacada, mostra quanto há para se dialogar sobre as relações internacionais. Muito do esforço que tenho feito aqui para tentar decodificar o mundo nasce do natural desejo de expressão de quem se aventura em publicar um blog.
Escrever nos obriga a ler em ordem de fazer o primeiro com qualidade e com o embasamento necessário. Nesse intento, uso costumeiramente do expediente das reflexões, esses textos visam explorar dúvidas e inquietações acadêmicas, aquela inquietação que nos surge enquanto lemos um livro ou um artigo, ou quando tentamos entender alguma questão das relações internacionais.
Claro que esse tipo de exploração nos leva muitas vezes a conclusões que podem ser distintas ou até opostas quando contrapostas, mas isso não as invalida, já que a reflexão como sempre reitero nos textos é uma exploração, uma elucubração sobre um assunto, sem necessariamente atingir uma resposta totalmente cientifica e testável.
Eu sou um analista que trabalha para o mercado privado e a necessidade diária de planejar e projetar efeitos explique uma obsessão minha de constantemente revisar meus métodos de pesquisa e de planejamento e de análise. Não que seja uma questão de insegurança, mas sim de busca constante de aperfeiçoamento, algo que julgo ser positivo.
Acho que o fato de ser analista de mercado explica, também, a falta em certos momentos de densidade e profundidade filosófica na análise das questões uma falha que tento corrigir, é certo que escrevo, talvez em demasia até, sobre meta-teórica, mas isso se explica no simples fato do compromisso que tenho com a ciência das relações internacionais, ou seja, tenho um compromisso, auto-imposto, de ser intelectualmente honesto, assim como já escrevi aqui em certa ocasião posso errar ou acertar com convicção. E em caso de ter erros apontados busco cientificamente provar o que apresentei ou aceito os fatos novos, afinal teimosia em demasiado não combina com ciência.
Sei que meus textos ainda têm muito a evoluir, bem como meu próprio pensamento e não estou me fazendo de coitado pescando por elogios digo isso por que me comparo aos melhores, por que minha medida de qualidade são meus professores, eternos mestres, e por ter tido esses verdadeiros mestres, tenho consciência que um analista se forma ao longo de décadas de estudo, de devoção quase religiosa a leitura, por sinal dedicação é a receita a quem busca por sucesso na vida, afinal nada que verdadeiramente vale algo, não é alcançado sem esforço.
E claro o que sem meus leitores o que seria desse blog se não um esforço estéril, um monologo sem razão de ser. Portanto, não obstante minha curiosidade e/ou vaidade acadêmica, sem leitores esse blog já teria padecido. São seus comentários, seus e-mails que me estimulam os números de acesso nunca cessam de me espantar e incentivar, claro que muito aqui aparecem para copiar trabalhos para faculdade, outras roubam textos sem citar fonte, outros disseminam os textos (isso é “roubam” o texto, dando fonte e link, portanto muito benéfico e saudável) e outros são recorrentes leitores e não só meus amigos mais íntimos que “quase são obrigados” a aqui passarem.
Muitos são os textos que tenho apreço por ter escrito, tenho especial carinho pelos textos de reflexão teórica ou metodológica e das dúvidas dos leitores, dúvidas que tento responder com clareza e objetividade, compartilhando o que vivi com a ressalva sempre presente que diversas são as apreciações e opiniões sobre o curso e a carreira, mas todo conselho que ofereço, faço com honestidade e de boa-fé.
Quanto às análises do dia a dia, tento emitir apreciações e opiniões da maneira melhor possível, apesar das dificuldades de se fazer uma análise sem os dados concretos, sem evidencias além, das que a experiência nos aponta, e as expectativas teóricas, claro que isso tem suas armadilhas, mas assumir o risco de errar é parte integral de se expor numa plataforma tão ampla como a internet. Evito falar aqui de temas de comércio, com o que trabalho, para não perder a chance de aprender novas coisas.
Relatei outro dia tenho uma grande paixão acadêmica que é a pesquisa do comércio internacional, principalmente, as disputas comerciais e de solução de controvérsias, já tive a oportunidade de ministrar mini-cursos e palestras sobre esse assunto, que não aparece aqui tanto, por que monopolizou a primeira fase desse blog e como um desafio adicional me propus abordar a diversidade de assuntos que conformam e formam as tais coisas internacionais que nomeia esse espaço.
Outra dessas coisas internacionais que tenho uma notória predileção em escrever são os métodos e técnicas negociadoras, que por opção minha, o faço no espaço galantemente concedido a mim no Portal Mondo Post.
Quanto ao número de visitantes, desde que instalei o mecanismo de análise de tráfico de visitantes em primeiro de maio, isso por que minha “altíssima” habilidade de internet (ainda bem que tenho meus consultores de informática) não instalei essa ferramenta ao lançar o blog.
Desde que adotei esse mecanismo até as 0h1 desse sábado um total de 2.186 visitantes únicos, 11.958 page views, que vieram de 32 países, (top 10: Brasil, Portugal, Angola, Estados Unidos da América, Moçambique, Alemanha, Quênia, França, Canadá e em 10° África do Sul).
As visitas vieram de mais de 230 cidades (top 10: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Alfenas, Florianópolis, Recife, Porto Alegre e em 10° Salvador). Sinceramente esses números me deixam impressionado, ainda mais dado os meios escassos de divulgação que emprego (basicamente, sistemas de busca, orkut e recomendações de amigos).
Por fim espero que a marca dos duzentos posts seja apenas a primeira de muitas marcas importantes que alcancemos juntos, e que se não fossem os persistentes problemas técnicos já teríamos alcançado. De todo modo muito obrigado a todos vocês que cedem a mim um pouco de seu tempo, para ler o que escrevo.
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