Tem horas que a cobertura "internacional" dos telejornais brasileiros beira o patético, hoje foi um desses dias. A Globo News repete a exaustão o Obama, fazendo seu papel de homem do povo, blue collar (com Havard Law Degree, e ex-editor do Havard Law review, mas há quem compre) comprando hamburgueres, não deixo de me perguntar: E isso lá é notícia? (E pior não foi a primeira vez que ele o fez.) Será que nada mais importante aconteceu em nenhum outro lugar do mundo? E por que o segmento internacional é feito de Nova Iorque, mesmo quando não fala sobre os EUA, comentar Oriente-Médio de NY, não difere do o fazer de São Paulo ou do Rio de Janeiro, algum jornalista me explica?
O Colégio Eleitoral americano e a apuração dos votos, nos parecem muito complicadas e pensamos: no Brasil é bem melhor. Nós olhamos o mundo pelas lentes de nossa cultura e isso afeta o julgamento que fazemos de diversas situações e realidades internacionais. Muitos conflitos em negócios internacionais têm nesse fato sua origem. A natureza federalista, com ênfase, estadual dos EUA é muito diferente do nosso federalismo e há complexas raízes históricas para isso. Boa parte do debate constitucional original daquele país gira em torno dos Direitos dos Estados. Nosso sistema tem um caráter centralizado, que ignora as nuances regionais em troca de processos uniformizados. A informatização do voto trouxe de fato, muita celeridade ao processo, mas a adoção desse regime não foi feita com um amplo debate nacional e são comuns as desconfianças sobre a integridade desse modo de fazer eleições. Muitas opiniões publicadas sobre o sistema eleitoral de lá e de cá são apenas as lentes da fa...
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