Tem horas que a cobertura "internacional" dos telejornais brasileiros beira o patético, hoje foi um desses dias. A Globo News repete a exaustão o Obama, fazendo seu papel de homem do povo, blue collar (com Havard Law Degree, e ex-editor do Havard Law review, mas há quem compre) comprando hamburgueres, não deixo de me perguntar: E isso lá é notícia? (E pior não foi a primeira vez que ele o fez.) Será que nada mais importante aconteceu em nenhum outro lugar do mundo? E por que o segmento internacional é feito de Nova Iorque, mesmo quando não fala sobre os EUA, comentar Oriente-Médio de NY, não difere do o fazer de São Paulo ou do Rio de Janeiro, algum jornalista me explica?
O governo chinês é importante parceiro comercial no continente africano. Comprando, basicamente, commodities e ofertando bens e serviços, além de empréstimos para projetos de desenvolvimento. Esse arranjo gera para o lado chinês maior influência global e abertura de novos mercados. Pelo lado africano oferece acesso a bens, serviços e empregos. Trocar commodities por bens de maior valor agregado causa deterioração dos termos de troca, isto é, a diferença entre o valor que exportado e o valor do que é importado. O que naturalmente gera endividamento. Diante desse cenário, o governo chinês usa sua demanda interna e capacidade de importação via acordos comerciais setoriais que aproveitam vantagens comparativas locais dando escala na produção de itens desejados pela China e garantindo mercado para esses produtos. O que paulatinamente contribui para equilibrar a balança comercial com essas nações africanas ao mesmo tempo que garante abastecimento para a China. Em tempos de ...
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